Eu sei que pode parecer ultrapassado, e talvez realmente o seja, aliás, como tudo que escrevo, mas afinal, qual o sentido disto tudo?
Todas as noites, e não é exagero meu não abrir exceção para nenhum diazinho sequer, eu deito a cabeça no meu travesseiro e não consigo não pensar nesta pergunta.
Por mais que pareça inútil pensar sobre isso o fato é que ninguém me deu uma resposta, então esta questão me persegue e muito me angustia.
Por mais que eu tenha um dia feliz quando me deito eu duvido disso, duvido de tudo e me considero a pessoa mais infeliz do mundo. Eu me pergunto se existe mesmo alguém feliz, completo.
Tudo me parece pequeno e sem sentido algum, tudo me incomoda mesmo sendo inútil, e mais, esta vida não me deixa dormir. O sonhado sono vem pela exaustão da luta em ocupar minha mente, em lutar comigo para não pensar, porque viver é vazio e pensar dói.
Se meu travesseiro é meu inquisidor será apenas peso na consciência? E se for, que peso é esse então? O eu fiz para ter um peso que não sei nem de onde vêm, qual seu motivo?
E por que é que eu tenho que pensar tudo isso outra vez?
terça-feira, 19 de abril de 2011
domingo, 10 de abril de 2011
Dissecando o Romantismo
Os relacionamentos não dão certo porque as pessoas, pelo menos muitas delas, colecionam conquistas como se fossem troféus, colecionam fotos que representam momentos de felicidade simulada. Colecionavam às vezes para guardar e colecionam principalmente para mostrar.
Ninguém quer admitir que escolher começa com perder. Isso mesmo, perder, e eu não vou tentar amenizar o peso das palavras.
Ao escolher ter uma vida em comum com alguém abdica-se de toda uma vida individual, em que se é o cerne das próprias preocupações, e onde a toda preocupação começa com "eu". Eu quero, eu desejo, eu gosto, eu faço, EU... Eis a preocupação MAIOR.
O "nós" impõe o "perder-se". Mais uma vez não usarei palavras sutis a mascarar a verdade. O "nós" impõe, pois não sabe ensinar o "eu".
É bem verdade que é preciso pelo menos dois "eus" para compor um "nós", mas este tem vida e valor próprios e passa então a ser a entidade maior. Assim, o "eu" tem sim espaço dentro do "nós", mas tem de aprender sozinho como é dividir, pois de outro modo vai esmagar o "nós" completamente. Ele que é tão exigente, mas também tão frágil.
Aqui, dividir quer dizer ter em comum. Para que haja o "nós" a escolha por ele deve ser comum. O desejo de lutar pelo "nós" tem de ser comum, tem de ser um só e o mesmo para ambos.
Sem isto, e isto é o mínimo necessário, jamais existiu ou existirá um "nós".
As conquistas, as fotos, a felicidade...
Tudo falsidade.
Ilusão.
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