domingo, 16 de novembro de 2014
O risco é iminente.
Já disseram por aí que grandes artistas sofrem a maldição de morrer aos 27 anos.
Completei 28, pois é.
Acho que nunca fui assim tão criativo como imaginava que pudesse ser quando estava no ensino médio.
Mesmo assim, por um instante este fato trouxe um certo alívio. Completei 28, agora passo dos 90! Mas pra quê mesmo?
Depois de ter passado pela "faixa de risco" ainda acho que vou morrer, ainda sonho com a morte, como algo iminente.
Sonho que tenho a convicção de que se ela chegar agora, tudo bem, pois já conclui o que precisava e queria, passei um tempo com a minha família. E isso não quer dizer que eu tenha realizado de fato alguma coisa. Foi mesmo só isso, reservei um tempo para a família.
A morte sem dor, se é que isso é possível, não é um prolema. Dificuldade é saber que tem gente morrendo e que um dia isso chega perto de você.
Mas o medo de sofrer já é um sofrimento.
Então o melhor é tentar esquecer-se, ocupar-se, inventar objetivos inúteis a perseguir.
No fim das contas, tanto faz.
Completei 28, pois é.
Acho que nunca fui assim tão criativo como imaginava que pudesse ser quando estava no ensino médio.
Mesmo assim, por um instante este fato trouxe um certo alívio. Completei 28, agora passo dos 90! Mas pra quê mesmo?
Depois de ter passado pela "faixa de risco" ainda acho que vou morrer, ainda sonho com a morte, como algo iminente.
Sonho que tenho a convicção de que se ela chegar agora, tudo bem, pois já conclui o que precisava e queria, passei um tempo com a minha família. E isso não quer dizer que eu tenha realizado de fato alguma coisa. Foi mesmo só isso, reservei um tempo para a família.
A morte sem dor, se é que isso é possível, não é um prolema. Dificuldade é saber que tem gente morrendo e que um dia isso chega perto de você.
Mas o medo de sofrer já é um sofrimento.
Então o melhor é tentar esquecer-se, ocupar-se, inventar objetivos inúteis a perseguir.
No fim das contas, tanto faz.
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