Nada como uma desgraça pra aproximar as pessoas.
Logo de manhã um acidente e td mundo para, não pra ajudar, não por solidariedade, mas só para ver mesmo. E nem se importam se sua desatenção causar algum atropelamento, tropeção...
Essa proximidade toda em torno do desgraçado faz as pessoas sentirem vontade de dizer alguma coisa, e assim, aquela pessoa que por meses, talvez anos, passava por você sem esboçar um sorriso, justamente agora lhe sorri, puxa uma conversa.
Eu, meio sem graça, me senti obrigado a continuar cumprimentando, mas acho que não deve ter sido boa ideia. Seria preciso uma desgraça por dia pra arrancar um "Bom dia" da maioria das pessoas.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
domingo, 6 de maio de 2012
Postergação
E o que foi que eu fiz para ser ignorado assim?
Eu queria muito fazer parte da sua vida, mas acho mesmo que meu maior medo era que você respondesse ao meu apelo.
Pelo menos agora você me deu a opção de "lavar as mãos" com alguma isenção sobre isso tudo.
Pior é saber que se você mudar de ideia, e no fundo é isso que desejo, estarei aqui para tentar uma vez mais. Espero que da próxima vez me seja mais fácil e eu não precise fazer escolhas tão difíceis.
Eu queria muito fazer parte da sua vida, mas acho mesmo que meu maior medo era que você respondesse ao meu apelo.
Pelo menos agora você me deu a opção de "lavar as mãos" com alguma isenção sobre isso tudo.
Pior é saber que se você mudar de ideia, e no fundo é isso que desejo, estarei aqui para tentar uma vez mais. Espero que da próxima vez me seja mais fácil e eu não precise fazer escolhas tão difíceis.
domingo, 8 de abril de 2012
Para mim não é o suficiente.
Como ousa me tratar desta forma? Ivade minha vida e me dá o benefício da dúvida. Depois a dissipa me fazendo promessas e ainda assim se mantém tão inacessível. Seria assim tão cruel a ponto de me enlouquecer sem nenhuma culpa? Tão egocêntrico para não perceber o óbvio?
domingo, 1 de abril de 2012
De volta à realidade.
Talvez não fosse tudo verdade, ou quem sabe eu tenha fantasiado algumas coisas.
Pela primeira vez eu amo de verdade e não sou correspondido, mas da pior forma, pois você diz que me quer e no entanto foge de mim. Desta vez não sou eu, mas é você quem dificulta. E pensar que era exatamente isso que eu temia anos atrás...
Eu poderia dizer que também vou te esperar, só não digo porque não é verdade, e nisso sou diferente de você.
O fato é que eu vou seguir em frente, ainda que com culpa e grande pesar, ainda que sofrendo; seguirei em frente, ainda que sem você. Eu não tenho escolha.
Vislumbrando, ou inventando, que seja, a menor possibilidade de que isso não seja definitivo, faço uma prece, para que você me alcance, algum dia. Embora eu não te espere, acredito que nunca será tarde para nós.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Lembranças
Todas as noites eu tenho pesadelos.
Algumas vezes eu não me lembro,
outras eu não quero me lembrar...
Algumas vezes eu não me lembro,
outras eu não quero me lembrar...
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Passado a limpo
O meu passado parece retornar, transmudar-se em presente uma vez mais. É como se finalmente pudesse reviver aquela pessoa meiga que sempre me habitou, voltar a sorrir e a gargalhar sem motivo.
No início pensei que eram as novidades, as mudanças, mas de fato foram estas que me troxeram de volta uma parte boa do meu passado.
Falta ainda um abraço que não posso encontrar em lugar algum a não ser no seio teu...
No início pensei que eram as novidades, as mudanças, mas de fato foram estas que me troxeram de volta uma parte boa do meu passado.
Falta ainda um abraço que não posso encontrar em lugar algum a não ser no seio teu...
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Eu acredito que pessoa nenhuma tem o direito de fazer mal a quem quer que seja. Seria ter um ego grande demais crer que se pode lesar fisicamente ou maltratar moralmente uma outra pessoa, não interessa em que circunstâncias, se uma maioria acha que é castigo merecido, não importa quem "tem razão".
Alguns poderiam questionar minha posição afirmando que há males necessários, ou que meu modo de pensar exclui todo tipo de instituição, pois que seja! Vamos abolir todas as estruturas estatais e deixar as coisas acontecerem por si mesmas, e as pessoas agirem por si mesmas. Em uma situação assim ou a humanidade se conserta, ou se extingue de uma vez!
E o pior é que com a precária educação e com a praticamente inexistente formação que a grande maioria de nós tem - muito provavelmente eu faça parte desse grande grupo de ignóbeis - é possível que dê tudo errado, e as coisas piorem ainda mais.
Seja como for, ainda considero de uma tremenda pobreza moral perder tempo em destruir alguém ou algo. Há coisas mais interessantes com que preencher o tempo, como a contemplação, o prazer em tantas coisas...
Neste ponto, talvez alguns imbecis se atrevam a dizer que sentem prazer em afligir alguém de diversas formas. No entanto, tal argumento sequer se sustenta: não se pode conceber um prazer que destrua seu próprio objeto, não é racional, não faz sentido e não é aceitável um tal prazer autodestrutivo. Isto não é proveito, é mais uma espécie de lento suicídio ou flagelo constante.
O verdadeiro prazer na vida está desde o observar, até o fazer parte de algo, é construtivo para a existência.
Alguns poderiam questionar minha posição afirmando que há males necessários, ou que meu modo de pensar exclui todo tipo de instituição, pois que seja! Vamos abolir todas as estruturas estatais e deixar as coisas acontecerem por si mesmas, e as pessoas agirem por si mesmas. Em uma situação assim ou a humanidade se conserta, ou se extingue de uma vez!
E o pior é que com a precária educação e com a praticamente inexistente formação que a grande maioria de nós tem - muito provavelmente eu faça parte desse grande grupo de ignóbeis - é possível que dê tudo errado, e as coisas piorem ainda mais.
Seja como for, ainda considero de uma tremenda pobreza moral perder tempo em destruir alguém ou algo. Há coisas mais interessantes com que preencher o tempo, como a contemplação, o prazer em tantas coisas...
Neste ponto, talvez alguns imbecis se atrevam a dizer que sentem prazer em afligir alguém de diversas formas. No entanto, tal argumento sequer se sustenta: não se pode conceber um prazer que destrua seu próprio objeto, não é racional, não faz sentido e não é aceitável um tal prazer autodestrutivo. Isto não é proveito, é mais uma espécie de lento suicídio ou flagelo constante.
O verdadeiro prazer na vida está desde o observar, até o fazer parte de algo, é construtivo para a existência.
domingo, 8 de janeiro de 2012
Ausências
Uma reflexão vira nostalgia sempre que a lua aparece, e também quando ouço uma música ou tomo aquela bebida.
Uma dor qualquer tornada saudade, de uma cumplicidade que existira até que passou a fazer falta, esculpindo, cavando e cavando o vazio em mim.
É o que provoca a ausência de alguém capaz de em segundos melhorar meu dia, mesmo sem imaginar o que me afligia.
Uma dor qualquer tornada saudade, de uma cumplicidade que existira até que passou a fazer falta, esculpindo, cavando e cavando o vazio em mim.
É o que provoca a ausência de alguém capaz de em segundos melhorar meu dia, mesmo sem imaginar o que me afligia.
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